Exame de fundo de olho e o uso do oftalmoscópio

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Oftalmologistas — os populares oculistas — precisam de um verdadeiro arsenal de equipamentos e instrumentos para avaliar a saúde dos olhos de seus pacientes. Dentre eles, está um pequeno aparelho que é um de seus principais aliados: o oftalmoscópio.

Este item tem o objetivo principal de realizar o chamado exame de fundo do olho, quando são verificadas a retina e demais estruturas internas do órgão. É neste exame que o profissional consegue detectar alterações relevantes na região ocular que podem estar associadas a algumas doenças.

O oftalmoscópio é formado por um cabo, onde o médico segura para manuseá-lo e que serve ainda para armazenar as baterias ou pilhas. O aparelho também tem uma cabeça com lâmpada e um conjunto de espelhos que serve para direcionar a luz para o olho do paciente. É justamente essa luz que vai refletir para mostrar o fundo do olho.

A ideia de um aparelho para melhor observar os olhos surgiu em 1847, quando o primeiro modelo foi desenvolvido. No entanto, diferentes versões foram criadas ao longo dos anos. É possível dizer que só a partir de 1863 surgiram os oftalmoscópios mais parecidos com os que são usados atualmente.

Para quê serve o exame de fundo de olho

Entre as diferentes funções do oftalmoscópio, a principal é realizar o exame de fundo de olho. Também conhecido como fundoscopia ou oftalmoscopia, ele permite uma avaliação completa dos olhos do paciente. Vale lembrar que, ao observar o fundo do olho, é possível conferir com detalhe a situação das veias, artérias e dos nervos na região.

Pode-se comparar os olhos a uma janela pela qual se observa a saúde do organismo. Isso porque só meios transparentes se interpõem entre o médico e a retina observada. A oftalmoscopia permite observar a imagem real do nervo óptico e os vasos retinianos, bem como a própria retina e sua mácula (região central).

Existem dois modos pelos quais é possível fazer o exame. O oftalmoscópio serve para o método de observação direta, quando se obtém uma imagem ampliada quinze vezes maior, mas com campo de visão reduzido.

Para a observação indireta, o oftalmologista conta um equipamento monocular ou binocular, que é fixo na cabeça. Nesse caso, se utiliza um jogo de lentes, condensadores e diafragmas, que oferecem a visualização de uma área maior da região ocular, até a sua periferia. No entanto, a sua ampliação de imagem é menor do que a ofertada pelo oftalmoscópio.

Em quem pode ser feita a fundoscopia

Diferente do que se pode imaginar, não são apenas os pacientes com problemas de visão que passam pelo exame de fundo de olho. Pessoas com doenças como diabetes e hipertensão arterial também devem fazê-lo regularmente — de preferência, uma vez ao ano.

O exame é indicado ainda aos bebês. Nesse caso, ele é realizado pelo pediatra, que busca indícios de doenças congênitas. Entre elas, sífilis, rubéola, toxoplasmose, retinoblastoma, citomegalovírus, retinopatia da prematuridade ou problemas associados à formação dos vasos da retina que podem causar cegueira. Nestes casos, existem alterações no olho do paciente que o oftalmoscópio pode mostrar.

Já em adultos, a oftalmoscopia serve para diagnosticar em tempo doenças oculares, como o glaucoma. É possível ainda encontrar problemas associados à idade, como o aparecimento de drusas na retina e a degeneração macular.

O campo da neurologia é outro que se beneficia deste exame. Isso porque, em pacientes em coma, por exemplo, é possível buscar sinais de edema de papila que indicam hipertensão intracraniana. Eles também podem sugerir hemorragia intracraniana.

Como escolher o melhor oftalmoscópio

Para realizar exames com precisão e riqueza de detalhes, é importante adquirir produtos de qualidade. O Oftalmoscópio Mini Heine conta com design moderno e ergonômico e apoio orbital macio, oferecendo maior conforto durante o exame.

O modelo possui cinco tipos de aberturas, também chamados de diafragmas, que incluem: círculo grande, pequeno, estrela de fixação, semicírculo e livre de vermelho. Tem ainda iluminação eficiente e brilhante com lâmpada Xenon Halógena de 2,5V, que oferece 100% mais luz quando comparada às convencionais.

O produto conta também com mecanismo que realiza seu desligamento automático quando fixado no bolso. Ainda, o seu cabo de plástico com acabamento cromado na parte superior é antiderrapante e resistente. Oferece muita praticidade na hora de trocar as suas duas pilhas pequenas.

O Oftalmoscópio Pocket Jr Welch Allyn é outra opção de qualidade, destacando-se por ser compacto, leve e ter alto rendimento. A sua iluminação halógena de 2.5 V conta com longa duração, maior brilho e durabilidade.

O sistema óptico do modelo é vedado, mantendo-o sempre limpo e livre de poeira. Além disso, o produto possui disco de abertura com seis posições, lente convergente de vidro e filtros azul cobalto, livre de vermelho e polarizador.

Outras de suas vantagens são: abertura com fixador para localizar lesões e a abertura em fenda para verificar diferentes níveis de lesões e tumores. Também está munida com 48 lentes para ajustes de dioptria.